O Papel Crescente dos Advogados nos Atos Notariais em Portugal
Nos últimos anos, e com especial destaque em 2025, tem-se verificado um aumento expressivo da participação dos advogados na realização de atos notariais em Portugal. Esta tendência resulta de uma estratégia concertada entre a Ordem dos Advogados, a Associação dos Notários e o Ministério da Justiça, visando desburocratizar e agilizar o acesso dos cidadãos a serviços jurídicos essenciais.
Novas Competências e Vantagens para os Cidadãos
A legislação portuguesa permite que advogados, devidamente inscritos na Ordem dos Advogados e com formação complementar específica, possam praticar determinados atos notariais. Entre estes atos encontram-se a autenticação de documentos, o reconhecimento de assinaturas e a certificação de cópias. Esta possibilidade tem vindo a ser cada vez mais utilizada, sobretudo em zonas do país onde o acesso a notários é limitado ou onde a procura por estes serviços é elevada.
Ao permitir que advogados exerçam funções notariais em atos menos complexos, o sistema jurídico português beneficia de uma maior proximidade e rapidez na prestação de serviços aos cidadãos. Esta colaboração entre advogados e notários contribui para aliviar a carga sobre os notários, sem comprometer a segurança e validade jurídica dos atos praticados.
Requisitos e Garantias de Qualidade
Para exercerem funções notariais, os advogados têm de cumprir requisitos rigorosos, incluindo formação específica em matéria notarial e inscrição em registos próprios. Estas exigências garantem que os atos praticados pelos advogados mantêm o mesmo nível de segurança e fiabilidade que os realizados pelos notários.
Além disso, a atuação dos advogados nestas funções é supervisionada pelas respetivas ordens profissionais, assegurando o cumprimento das normas éticas e legais em vigor.
Modernização e Desburocratização do Sistema
A crescente participação dos advogados em atos notariais é vista como um passo importante na modernização do sistema jurídico português. Permite não só uma resposta mais célere às necessidades dos cidadãos, como também contribui para a desburocratização de muitos processos, tornando-os mais acessíveis e eficientes.
Esta evolução tem sido bem recebida tanto pela comunidade jurídica como pelo público em geral, que reconhecem as vantagens de um sistema mais flexível e adaptado à realidade atual.
Conclusão
A colaboração entre advogados e notários na prática de atos notariais representa uma resposta inovadora aos desafios do acesso à justiça em Portugal. Com garantias de qualidade, segurança e proximidade, este modelo promete continuar a evoluir, beneficiando todos os intervenientes no sistema jurídico e, sobretudo, os cidadãos.
